A lombalgia, ou dor de costas na região lombar (final da coluna), é uma das patologias mais responsável pela causa de incapacidades laborais permanentes e pela prescrição de fármacos como analgésicos e anti-inflamatórios.

Mas então, quais são os principais fatores de risco para este quadro clínico tão frequente?

Lombalgia: fatores de risco

A maioria das dores de coluna têm como principais causas as más práticas posturais, além da realização continuada e repetitiva dos mesmos movimentos ao longo do tempo.

De um modo geral, este cenário faz com que vários músculos mais profundos do corpo deixem de ser trabalhados e estimulados para exercerem a sua função natural de apoio à coluna. Consequentemente, aparecem os sintomas de dor e patologias diversas associadas à coluna.

Principais sintomas da lombalgia

Se este quadro não for alterado, esta dor tende a piorar e costuma ser acompanhada por outros sintomas, tais como:

01. Extrema rigidez nas articulações;

02. Rigidez muscular, que ocorre quando os músculos não se podem mover rapidamente, sem que seja acompanhado de dor;

03. Alterações do alinhamento de vários segmentos do corpo como, por exemplo, da cabeça, do pescoço, do dorso das costas, da bacia, dos joelhos e, em alguns casos, dos tornozelos e pés;

04. Aparecimento de inflamações por fadiga;

05. Lesões por overuse, que se caracteriza pelo excesso de impacto sobre uma articulação;

06. Falta de irrigação sanguínea nos músculos;

07. Falta de lubrificação articular.

Caso este enquadramento clínico não se altere, o cenário de dor poderá evoluir para problemas mais graves como hérnias discais, artroses articulares (vulgarmente designadas por bicos de papagaio), deformações, entre outros.

Para solucionar o problema, o corpo deve ser exercitado globalmente para posteriormente intervir localmente, procurando dar mais ênfase aos músculos que sustentam a coluna.

Outra causa direta de influência na coluna vertebral são os membros inferiores, ou seja, o estado em que se encontram os músculos das nossas “pernas” (desde as coxas aos pés). Se os músculos dos nossos membros inferiores estiverem demasiado rígidos e pouco móveis, limitam a mobilidade saudável da coluna vertebral, pois alteram o seu alinhamento e promovem a sobrecarga e tenções sobre a mesma.

Um simples teste que podemos fazer é, partindo da posição em pé, levar as mãos ao chão mantendo os joelhos bem estendidos. Quanto maior for a distância das mãos ao chão, maior é o encurtamento dos músculos. Isto significa que os músculos não estão a contribuir como deviam no suporte da coluna.

Tratamento e prevenção da lombalgia

Exercícios diários de alinhamento da postura e de alongamento dos músculos mais cansados pelo dia-a-dia, são fundamentais para a manutenção de um bom estado de saúde da nossa coluna vertebral.

Nestes casos, modalidades como Pilates, Yoga, Ginástica Postural e Natação são indicadas para quem quer prevenir problemas de coluna ou para quem já está com dores e outros sintomas a este nível. Através da sua prática, a qualidade dos movimentos do corpo melhora. Consequentemente, as nossas articulações vão sendo realinhadas e a pressão exercida sobre elas vai sendo melhor distribuída. Os músculos mais profundos são estimulados para voltarem a fazer o seu “trabalho”, protegendo assim a nossa coluna.

Atividades aquáticas como Aqua Pilates e Hidroterapia são também um bom complemento às modalidades acima referidas, principalmente em alturas que apareçam os primeiros sintomas ou ameaças na lombar.

A água quente tem um poder analgésico e atua como relaxante muscular. Por conseguinte, promove o retorno à mobilidade muito facilmente, aliviando o peso sobre as articulações. No entanto, convém ter em conta que quando há necessidade de trabalho específico sobre alinhamento da coluna ou reforço muscular, só atividades aquáticas podem não ser suficientes. 

Estudos comprovam que com a prática regular destas modalidades, a maioria das pessoas consegue eliminar ou reduzir significativamente o uso de medicação para dores de coluna. Simultaneamente, sintomas como dores de ombros, dores de cabeça, formigueiros, entre outros, também diminuem.

O reforço da zona abdominal também é importante para garantir a estabilidade da nossa lombar, prevenindo muitas das situações resultantes em incontinência urinária. Este reforço abdominal, em atividades como o Pilates, é realizado sem colocar em risco a coluna vertebral.

É muito importante descobrir a causa da dor para um correto tratamento. Em caso de dúvidas, procure sempre profissionais qualificados ou informe-se junto do seu Médico Assistente ou de um Fisioterapeuta.

Porém, importa mencionar que uma higiene postural diária conduz a uma vida mais saudável e sem dores!

Texto: Fisioterapeuta Patrícia Alves

                                              

 

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